Marketing Verde: O que é isso?

Por: Tônia Amanda Paz dos Santos
(a autora permite cópias, desde que seja informada a fonte)

O agravamento dos problemas ecológicos, a degradação do meio ambiente, a atuação predatória e individualista das empresas, “a revolta da natureza”, a escassez de recursos naturais vêm tendo grande ênfase para a conscientização da necessidade de ações realmente eficazes para reversão desses problemas.

Muitas dessas ações vêm sendo postas em prática por organizações não governamentais de reconhecimento internacional, como o Greenpeace e a WWF. No entanto, já há algum tempo, também podem ser verificadas algumas iniciativas empresariais que encontram no chamado marketing “verde” uma ferramenta de gestão ambiental que agrega valor ao seu produto, aumentando seu poder competitivo no mercado.

Exemplos desse tipo de publicidade podem ser vistas nos comerciais de empresas como a Coca-Cola, Natura, Vale, Petrobrás, a linha de sabões e detergentes Ipê, dentre outras. Cada uma, do seu modo, busca sensibilizar o consumidor com campanhas em que a natureza é tema recorrente.

 

O termo marketing verde, ecológico ou ambiental, surgiu nos anos setenta, quando a AMA – American Marketing Association – realizou um workshop com a intenção de discutir o impacto do marketing sobre o meio ambiente. Após esse evento o Marketing Ecológico foi definido como “O estudo dos aspectos positivos e negativos das atividades de Marketing em relação à poluição, ao esgotamento de energia e ao esgotamento dos recursos não renováveis.”

Muitas outras definições surgiram ao longo do tempo e hoje podemos entender o termo como a prática de todas aquelas atividades inerentes ao marketing, porém, incorporando a preocupação ambiental e contribuindo para a conscientização ambiental por parte do mercado consumidor.

Segundo Teixeira (2000), em seu artigo The Environmental Management Systems as a Tool of the Green Marketing, “ao adotar o marketing ‘verde’, a organização deve informar a seus consumidores acerca das vantagens de se adquirir produtos e serviços ambientalmente responsáveis, de forma a estimular (onde já exista) e despertar (onde ainda não exista) o desejo do mercado por esta categoria de produtos.

O marketing moderno consiste em criar e ofertar produtos e serviços capazes de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores. No marketing verde, os consumidores desejam encontrar a qualidade ambiental nos produtos e serviços que adquirem. Percebemos assim, que nenhum esforço por parte das empresas tem sentido, se os consumidores insistirem em continuar consumindo determinados bens que agridam a natureza.”

Pigmento ecológicamente correto produzido pela Tríplice Cor Saiba mais em: http://www.triplicecor.com.br/corantes/responsabilidade-social/produtos-ecologicos-para-uma-sociedade-sustentavel/

Assim sendo, podemos entender que tal proposta, normalmente, simboliza os compromissos que as empresas estabelecem para a preservação e educação ambiental, sendo um fator muito importante nas relações com os consumidores, despertando assim a visão de responsabilidade com o meio ambiente.

E mais, podemos prever que esta é uma ferramenta que veio para ficar, passando a se tornar mesmo necessária, pois as empresas que não se adequarem às novas demandas e exigências do mercado, mantendo uma postura ecologicamente incorreta têm grande chance de perderem, gradativamente, muitos de seus consumidores.

Num país como o Brasil, em que, por diversas razões, os consumidores ainda têm orientado seus hábitos de consumo pela relação-custo benefício, fica difícil transplantar certos conceitos como o do Green Marketing para a nossa cultura.

Ainda assim, uma pequena parcela do mercado aposta na proposta, acreditando que os resultados mais significativos do marketing ambiental aparecerão em longo prazo, a partir da referida mudança de atitude por parte dos consumidores. De qualquer forma, a iniciativa deve ser vista como um sinal de que novos tempos se aproximam. Em que finalmente o mundo empresarial deixará de colocar seus interesses econômicos acima do bem comum.

Pense nisso:

“No passado, penso logo existo. No presente, nem penso logo consumo. No futuro penso, por quê?” (Anita Prado)

Se você curtiu esse post, deixe um comentário.

Anúncios
Esse post foi publicado em Artigos, Vídeo e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s