Já que estamos falando de lixo…

Por: Tônia amanda Paz dos Santos (a autora permite cópia, desde que citada a fonte)

…Você sabe como dar um destino adequado ao lixo que você produz?

Só porque no município em que você mora não existe um sistema público de coleta seletiva, não significa que você não deve se preocupar em segregar os resíduos em casa. Há uma porção de formas de minimizar o impacto que o seu lixo pode representar para a natureza e diminuir o seu sentimento de culpa, sabia?

A primeira forma de se conseguir isso é diminuindo a produção de lixo. Afinal, mais importante do que limpar é não sujar. Mas se a sujeira já foi feita, não nos resta outra alternativa a não ser ter de lidar com ela. E você sabe onde vai parar o lixo que você joga fora?

Na maioria das cidades brasileiras, o lixo residencial vai parar em lixões ou aterros (contolados ou sanitários). Uma quantidade irrisória vai para usinas de compostagem, incineradores e uma parte ainda mais insignificante é recuperada em centrais de reciclagem.

Nos lixões, os resíduos são deixados a céu aberto e não recebem nehum tratamento que evite as conseqüências ambientais e sociais negativas, como contaminação do lençol freático pelo chorume; proliferação de vetores; mau cheiro e pessoas arriscando sua saúde e vida para recolher  o que é jogado ali.

Lixão

Os aterros controlados são, normalmente,  terrenos que receberam alguma proteção (que pode ser uma cobertura de argila, grama ou uma manta impermeável para proteger a pilha de lixo da água da chuva). Já os aterros sanitários são uma espécie de evolução dos aterros controlados. A impermeabilização do solo é mais eficaz para  impedir a contaminação do lençol freático pelo chorume, que recebe um tratamento periodicamente. No entanto, levando-se em conta o ritmo frenético com que o lixo é produzido diariamente, não há aterro que aguente.

Aterro Sanitário

A compostagem é um processo pelo qual determinados tipos de materiais orgânicos (normalmente restos de alimentos) podem ser decompostos e misturados para transformarem-se em adubo ou outra fonte de energia (através do aproveitamento do gás metano gerado).

Exemplo de composteira

Exemplo de composteira

Na incineração, o lixo é queimado para ter seu peso e volume reduzidos e , assim, facilitar sua disposição final. No entanto, esse processo é altamente prejudicial ao meio ambiente, pois a queima libera gases muito, mas muito tóxicos mesmo, como a dioxina, substância presente no famoso “agente laranja”, arma química usada pelos E.U.A na Guerra do Vietnã. A liberação da dioxina é comum na queima do P.V.C, por exemplo.

Incineração (Crédito de imagem: Portal Cultura Ambiental nas Escolas)

Nas centrais de reciclagem, os resíduos (recicláveis) são beneficiados e transformados em matéria-prima para novos produtos, poupando todos os gastos e poluição advindos da extração, transformação, transporte e comercialização de insumos insumos virgens.

Há ainda a reutilização e o upcycling (termo pomposo para reaproveitamento). E qual a diferença de reutilização para reaproveitamento?

Reutilizar é o que fazemos com uma roupa que compramos em um brechó, por exemplo, ou quando usamos uma embalagem de sorvete para guardar restos de alimentos na geladeira, isto é: não interferimos na finalidade do objeto (roupa do brechó =vestimenta; embalagem de sorvete = recipiente).

Upcycling ou reaproveitamento (ou valorização do material, como muitos dizem por aí) é pegar um material (normalmente de difícil reciclgem, como embalagens laminadas de biscoitos, chocolates e salgadinhos) e utilizá-lo para criar um outro produto, sem destruí-lo.

Algumas empresas, como a Nestlé e a PepsiCo (fabricante dos salgadinhos Fandangos e Ruffles), já aderiram a esse novo movimento do Upcycling e aliaram-se à empresa americana TerraCycle® (que se denomina eco-capitalista) para proporcionar uma segunda vida para as suas embalagens. De acordo com a TerraCycle, “estas embalagens, difíceis de serem recicladas, são transformadas em materiais que podem ser novamente utilizados pela indústria, reduzindo a quantidade de resíduos e colaborando para a preservação do planeta”, através de uma espécie de logística inversa: o consumidor envia as embalagens usadas mediante um cadastro feito no site da TerraCycle.

Clique na imagem e abra uma janela para o Site TerraCycle

Clique na imagem e abra uma janela para o Site TerraCycle

A idéia é boa. O que não vale é sair comprando esses novos produtos sem necessidade. O legal desse processo é dar o destino adequado às embalagens. Agora, se você realmente precisa comprar uma bolsa nova, caderno ou mochila, dê preferência a esses produtos, que, sabidamente, são fabricados a partir de material usado.

Pois é! Agora que você já sabe quantas alternativas existem para destinar seu lixo, não há mais desculpas para não se preocupar com ele. Mesmo que não haja coleta seletiva em seu município, procure segregá-lo aí na sua casa. Há sempre um centro de coletas ou catadores para os quais você pode doar os resíduos reaproveitáveis. E lembre-se: não basta separar o que é reciclável  (ou upciclável) do que não é. É preciso lavar e limpar o que pode ser reaproveitado antes de dar a destinação correta.

E que tal começar a reciclar ou upciclar você mesma? Aí vão alguns links de sites com tutoriais (passo-a-passo) interessantíssimos.

Saiba mais a respeito das coisas que você consome, através do vídeo “A história das coisas”. Assista e reflita! Você certamente irá rever muitos de seus conceitos.

Para Refletir:

“Na natureza nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma.” (Lavoisier).

Que tal começarmos a seguir esse exemplo?

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